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um cantinho especial pra você ,de prosa en prosa vai surgindo uma pagina encantada cheia de cor e magia que a todos encantam sejam bem vindos a o Cheiro de hortela ✿ܓܓ✿ܓO ar tem cheiro de hortelã...ou borboletas. Não sei.

A cozinha é um pedaço da casa onde eu gosto de ficar.
Ali,tudo cheira a ela.
Uma mulher no canto me vigia mesmo sem presença física.
Converso com ela.
Ela reflete no chá que bebo.
Acho que de hortelã - não me lembro... -
Canto canções que falam de amor.
E entre as palavras a chamo.
E ela quer saber a noção exata do que sinto.
Ainda não aprendi a traduzir isso.Imito o vento.
Preciso de palavras novas.Mas,são sempre as mesma que me lembro quando penso nela.
Amor.
O ar tem cheiro de hortelã...ou borboletas.Não sei
Perdi um pouco da memória de mim.
Me encontro nela e nesse vago encontro com a essência que ela deixou aqui...

Mariana Gouveia

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Receitas da vovó ´


Rocambole
     delicia......... Puxei esta receita   do livro da minha mãe receita que há muito tempo não fazia sabendo que seria um sucesso. Meu marido não é um amante sobremesa  , mas a mãe sabia que esta era uma que ele iria gostar. Após a primeira mordida que ambos disseram ao mesmo tempo ... "isto tem gosto de voltar a nossa infância ¨ Ingredientes: 6 ovos grandes 1 1 / 2 colher de chá de fermento em pó   1 pitada  sal 1 colher de chá de baunilha ou limão extrato 1 1 / 2 xícaras de açúcar branco 1 1 / 2 xícaras de farinha de trigo peneirada duas vezes 1 1 / 4 xícaras de geleia eu faço de framboesa mais pode colocar de seu gosto Método: Bata muito bem, ovos o fermento eo sal até amarelo cremoso e grosso. Aos poucos, adicione o açúcar, batendo bem. Peneire a farinha várias vezes. Adicione a farinha peneirada com mistura de ovos e gentilmente dobre juntos até toda a farinha é incorporada. Uma linha de 13 "x18" assadeira com papel manteiga.  Despeje a massa na panela. Asse em forno 350 º por 25-30 minutos. Bolo será de cor clara e na primavera de volta quando tocou suavemente no centro, ou palito inserido saia limpo. Não mais de assar. Imediatamente inverter em uma toalha limpa algodão chá que é generosamente polvilhado com açúcar  . Retire o papel de  .   trabalhando rapidamente se espalhou sobre o bolo quente e folha a partir do final curto, rolo bolo quente usando a toalha de chá para ajudar roll. Algumas das jam pode ficar sem as pontas ... não se preocupe. Depois de ter se enrolado, manter a toalha do chá sobre ela e "colocá-la em '. O vapor do bolo quente ajuda a manter o bolo húmido enquanto esfria. Assim que o bolo esfriar retire a toalha e coloque em uma bandeja de servir. Polvilhe com mais açúcar em pó.


Galinhada





Tipicamente de roça, fizemos uma galinha cozida. Espia só as cenas da preparação que, em geral, não estão nas receitas das nossas casas urbanas.





Galinhas têm penas, acreditem! Depois dos primeiros passos da preparação seguimos na cocção tradicional: 5 horas de fogão de lenha, legumes e sal. Delícia!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Nos é mineira uai!!!!!!


Como boa mineira que sou, quero começar meu blog de culinária com receitas mineiras, mais adiante com certeza vocês encontrarão aqui deliciosas receitas de todas as regiões do Brasil, que na verdade é riquíssima em todos os Estados, com todas as suas diversidades e riquezas regionais.
Então pra começar, vamos falar um pouquinho da Comida Mineira, e de sua tradição.


A comida mineira é pura tradição. De geração em geração, através de suas receitas mágicas, é na cozinha que a vida mineira se transmite e revela suas variadas influências: africanas, portuguesas e indígenas.

O pão de queijo, por exemplo, se tornou um símbolo do jeito interior ano de Minas Gerais. As reuniões familiares são banquetes extra ordinários: frango ao molho pardo, carne de porco, feijoada, arroz combinando com tutu, quiabo, couve e laranja fatia da.
O mineiro está sempre pronto para tomar um cafezinho, por isso segundo o costume mineiro é necessário fazer cinco refeições por dia. Almoço, jantar e três cafés, que são: da manhã, da tarde e da noite. É claro que o cafezinho preto não é saboreado sozinho ele é acompanhado de pães, broas, bolos, biscoitinhos, docinhos e etc. O café pode ser apreciado também com um pouco de leite, mas os mineiros costumam bebê-lo sozinho a qualquer hora do dia.

O café-da-manhã é simples: café, pão com manteiga ou a broa de fubá. No almoço um arroz com feijão, carne, legumes e verduras. A sobremesa não pode faltar, doce em compota, goiabada com queijo ou doce de leite. Depois vem o café da tarde, na verdade ele é parecido com o da manhã, mas é mais reforçado com bolo, rosca, biscoito e o queijo de minas fresco. O jantar geralmente repete o almoço e para fazer a digestão um licor ou uma cachaça boa vai bem. Antes de dormir mais um gole de café e algumas quitadas.
BISCOITO DE POLVILHO!!!!
Oi meus amores!!! Passei pra deixar esta receitinha mineira uai, que de tão gostoso me deixa com água na boca só de pensar em fazê-la, quem sabe seja uma boa sugestão para o final de semana, em família, faz os biscoitinhos, prepara um cafezinho bem gostoso e reúne a família a mesa para degustar esta maravilha e colocar o papo em dia!!!
Tenham todos um óptimo e maravilhoso final de semana!!!
bjs...



Ingredientes:

1/2 kg de polvilho azedo
1/2 copo (americano) de água
1/2 copo (americano) de leite
1/2 copo (americano) de óleo
2 ovos
1 colher (sopa) queijo ralado
l a gosto

Preparo:
Humedeça meio quilo do polvilho com água em temperatura ambiente. Em seguida, ferva o leite, junto com o óleo e o sal. Escalde o polvilho com a mistura ainda quente e sove a massa até esfriar. Reserve. Acrescente os ovos e o queijo à massa até obter uma consistência mole, ideal para passar pelo saco de confeiteiro. Unte a forma com margarina. Depois, corte e molde os biscoitos conforme sua preferência com a ajuda de um saco de confeiteiro e leve para assar em forno pré-aquecido por 10 minutos. Reduza a temperatura para 50 graus e deixe assar por mais cinco minutos. ( creditos a minha amiga
http://panelinhadebarro.blogspot.com)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Criatividade é tudo




Eu odeio jogar coisas fora. É sério é difícil para mim jogar qualquer coisa acho que algum dia, algum ano,eu vou ser capaz de usar para alguma coisa. Meu marido é o oposto de mim a esse respeito. Se for quebrado, doar ou colocar na rua pra alguém serve. Eu tenho realmente cavou um par de coisas fora do lixo que ele jogou fora! Quão ruim e triste que é isso? Cavar através do meu próprio lixo!


Esta casinha de boneca achei na rua não sabia se era um viveiro ou uma casa de boneca enfiei no carro e trouxe pra casa











Depois de ler tantos blogs e vendo todas as grandes ideias com móveis de refazer Eu finalmente encontrei minha inspiração para esta peça e sabia exactamente o que eu faria com ela! Agora, se ele iria revelar-se como eu imaginei, eu não posso dizer que eu estava certo sobre isso. Ele fez um pouco mais fácil sabendo que eu não tive que fazer este trabalho perfeitamente desde que meu marido adoraria isso de qualquer maneira e eu sabia que não seria capaz de vendê-lo. Mas, eu estava pensando ele pode ser uma grande floreira,mas meu marido teve outra ideia




Comecei com a parte superior de cúpula que normalmente cabem no topo da gaiola e uma lata de tinta branca. O branco que eu escolhi é chamado neve. , peguei um pincel, abri a lata e fui embora.Eu pintei este em um método simples e alguns como eu queria sair um pouco de madeira mostrando a fim de que ele teria uma aparência, velha.










Em seguida veio a base, que é a principal. A única coisa sobre este projecto que foi me dando nos nervos é que há um milhão de fios e pequenas peças intrincadas ... eu teria de ter pulverizado isso se eu realmente queria um casaco de tinta sólida. Meu pulso estava realmente cansado depois de entrar em todos os sulcos, fendas e fios.













Depois de pintar decidi a base necessária para ser branco também.











O, então agora eu tenho essa base . Bem, seguinte, eu enrolado em uma mesa cujo estilo moveis antigo de base veio : Eu tenho um mesa de jantar pássaro gaiola!






















O topo de cúpula é opcional, mas eu gosto como uma peça central.




Aqui estão algumas fotos















na internet achei algo parecido muito linda não acham!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Quitandas ummmmmm...



http://quitandasdeminas.blogspot.com agradecimentos e créditos




Águas de Março fecham o verão, águas de Março trazem as enchente das goiabas. E nesse meio de Março, em meio a terremotos e tsunami no Japão, tive a oportunidade de ir pra roça onde moram os pais de uma, velha amiga.




Com desejos de um fogão à lenha, tive a chance de muito mais. Além do fogão à lenha onde se faz a comida do dia a dia, pude ajudar em todo o processo da feitura de uma autêntica goiabada cascão – caipira , como fizeram questão de realçar - : desde limpeza geral, que consiste em lavar, tirar os olhinhos, os bichos, partir e tirar o miolo, depois lavar um a um cada pedaço, até a rapa final do tacho. Depois encher 11 potes de um quilo e mais uns 12 de meio quilo e outros tantos menores já que essa goiabada era para distribuir aos filhos e alguns amigos especiais da família.

Como já não tenho goiabeiras nos quintais, acabei ganhando um aparte das goiabas (as mais verdes) pra fazer um doce de goiaba em talhas no velho e bom fogão a lenha à minha maneira, sem tirar as cascas, sem pesar. Tudo no olho. Aprendi que, como as jabuticabas, também as goiabas soltam muita água na hora do cozimento, sendo assim basta um pouco d’água.
A receita da goiabada cascão é a seguinte: foram 30 quilos de goiaba limpa para 15 quilos de açúcar. Também foi incorporada à essa massa, os miolos, que são batidos no liquidificador e passados na peneira, para retirar as sementes.
Para o doce em talha, em calda: separei as goiabas mais verdes, tirei olhinhos e bichos, tirei o miolo (que foi incorporado à goiabada cascão).Limpei o tacho, com limão e sal como manda o figurino. E levei ao fogo a goiaba, com um pouco de água e açúcar. Cuidei para que a calda ficasse rala e retirei do fogo assim que percebi que estavam cozidas. Coloquei num vidro de boca larga e só coloquei a tampa, depois de bem frio.


Pronto: doses de vitamina C suficientes pra dês classificar o limão, também as vitaminas A e B1 e os sais minerais cálcio, fósforo e ferro, além do sabor incomparável dessa bem brasileira fruta.


Ah, o Tacho! Tacho para ferver água no fogão a lenha. Tacho para fritar costelinha de porco ou refogar couve-mineira. Tacho para escaldar polvilho para o pão de queijo. Tacho para fazer doce de leite e compota de frutas. Tacho grandão para receber caldo de cana que engrossa, vira melado e depois rapadura.

E a rapa do tacho? Rapa que a vó deixa a gente rapar e se lambuzar. Rapa de doce sequinho, queimadinho, no ponto! Rapa do tacho da infância, da roça da vó, da cozinha da vó!

A Rapa do Tacho é isso: é lembrança da cozinha de chão vermelhão e telha escurecida pelo fogão a lenha. É saudade de café quentinho e pau-a-pique no fim das tardes de férias de Julho. É vontade de comer bolinho de chuva, broa de fubá, pão de queijo e pipoca no alpendre da casa da vó com os primos pequenos.

É aqui que vou prosear sobre a mágica de cozinhar, e provar, delícias que fazem a nossa vida valer mais.Tacho de cobre de verdade pede forno a lenha e colher de pau

Com tacho ou sem tacho, se achegue mais e tome um cafezim com a gente, uai!

Os tachos de cobre chegaram ao Brasil junto com as famílias portuguesas. Muito comum na Europa, era o recipiente mais usado para fazer doces em pasta e em pedaços. Nas Casas Grandes, as sinhá ditavam receitas para as iaiás de quitutes açucarados à base de frutas. Hoje, ele está em risco de extinção.

Marmelada, goiaba das e cocadas dulcíssimas atendiam bem ao gosto da época e ganharam o Brasil. Exemplo disso é a tradicionalíssima goiabada cascão feita no Rio de Janeiro, no interior de São Paulo e em Minas Gerais, já falada nesta coluna. Na cidade mineira de São Bartolomeu, distrito de Ouro Preto, esse e outros doces de frutas feitos no tacho têm pelo menos dois séculos de produção artesanal. Lá, a tradição é tão forte que o modo de fazer os doces (de potes, barras, compotas e cristalizados) ganhou o título de Património Imaterial do Município.

Por todas as cidades de Minas Gerais, aliás, os doces feitos em tacho de cobre são presença marcante. Esse é um dos símbolos da doçaria mineira, que tem personagens memoráveis. Caso de seu Chico Poceiro, de Tira dentes, que faz cajuzinho com amendoim, canudinho com doce de leite e doce de abóbora em pedaços no tacho de cobre; e do Bolota, que prepara doce de leite cremoso e sem muito açúcar no mesmo vilarejo.

No interior de São Paulo, a obra do pintor Pedro Alexandrino dá uma ideia de como se vivia nas fazendas no fim do século 19 e meados do século 20. Entre os quadros do artista está Cozinha na Roça, no acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo, que retrata o ambiente bucólico e provinciano das fazendas e seus doces, feitos em tachos de cobre, como o de laranja da terra.


Essas são apenas algumas histórias de famílias que vivem (ou viveram) de apreciar e fazer a receita artesanal. Mas estão querendo extinguir o tacho de cobre. No ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o uso dessas panelas alegando que o azinhavre (substância esverdeada, resultado da oxidação do cobre) pode causar problemas neurológicos.

E como não falar das doce iras da cidade de Goiás Velho, no Estado de Goiás, que foram celebrizadas pela poeta Cora Coralina, autora de deliciosos doces e poemas? No livro escrito por sua filha Vivência Brêtas Tahan, Cora Coralina – Doceira e Poeta (Global Editora/Editora Gaia), tem doce puxa, feito de amendoim e rapadura, ambrósia, doce de leite, de coco, de banana, de cidra, laranjada e mais um monte de gostosuras. Todas feitas no insubstituível tacho de cobre.

Os proprietários do restaurante Dona Lucinha, com endereços em Belo Horizonte e em São Paulo, contestam a decisão. “Não sabemos se avaliaram o método tradicional e criterioso de limpar o cobre, que é feito há tempos”, diz Márcia Clementino Nunes. “O ideal seria ensinar as doce iras a limpar adequadamente seu tacho de cobre e não eliminá-lo.”

Para ela, temos um Património Cultural condenado, sem saber se foi avaliado com a cautela que merece. “A questão que colocaria é se um doce feito em tachos muito bem limpos também foi avaliado.” Sem contar o lado social: como as doce iras do interior, com poucos recursos, vão ter dinheiro para comprar (caras) panelas de aço inox? E do que elas vão viver?

Além da perda considerável em textura e coloração, o preparo de alguns doces pode ser extremamente complicado em outra panela. O de leite feito no tacho, por exemplo, fica bege, bonito e brilhante. No alumínio, torna-se meio acinzentado.

Quando eu era criança me chamavam de “a raspa do tacho”, expressão mineira usada para se referir ao filho caçula. E cresci muito bem comendo as tais receitas que "fazem mal". Tomara que elas não virem lenda e fiquem apenas nos livros e em nossa memória. Estamos correndo o sério risco de perder as tradições seculares em troca de uma cultura pasteurizada, esterilizada, sem sabor e impessoal. Sem colher de pau, sem tacho de cobre, sem queijo de leite cru... Do que mais teremos de abrir mão?



Foto: Cristiano Lopes/Divulgação


Doce de leite feito no tacho de cobre



Doce de leite
Receita extraída do livro Cora Coralina – doceira e poeta (Global Editora/Editora Gaia)

Ingredientes
3 litros de leite
3 xícaras (chá) de açúcar
1 pau de canela ou casca de 1 limão

Modo de preparo
Coloque o leite e o açúcar em um tacho de cobre e leve ao fogo com um pires virado para baixo (no fundo do tacho) para que o leite não derrame. Deixe ferver até que comece a engrossar, retire o pires, coloque o pau de canela e mexa sem parar, até dar a consistência de um creme.

Retire do fogo e disponha em uma compoteira. Sirva gelado. Se preferir o doce em pedaços, deixe mais 20 minutos em fogo baixo, mexendo sempre. Despeje em um tabuleiro para esfriar e corte.

Dica
Para o leite não talhar, coloque uma colher (de café) de bicarbonato, quando o doce começar a engrossar.

Receita de Dona Lucinha para limpar o tacho de cobre:
1 limão
Sal
Sabão em barra
Palha-de-aço

Aqueça o tacho e junte o sal. Depois, corte o limão ao meio. Passe as metades do limão espremendo por todo o vasilhame, limpe todo o tacho até que ele tire todo o azinhavre (camada tóxica esverdeada que se forma no metal resultante de oxidação).

Enxague o tacho sem sabão para tirar todo o azedo e retirar todo o limão (não se pode usar nem palha-de-aço, nem sabão em cima do azedo, senão azinhavre volta rápido). Só então passe o sabão e, com a palha de aço, areie bem, enxague e seque. Leve o tacho seco ao fogão e coloque os ingredientes do doce.

Observação: segundo a Anvisa, esse método caseiro não é cientificamente comprovado na extracção do azinhavre. http://comida.ig.com.br agradecimentos e créditos

domingo, 4 de setembro de 2011

A simplicidade com amor se modifica o mundo








Cercada de mato, galinhas e cavalos, Erica nutricionista quase 40 anos passa todos os seus dias em seu sítio na serra no espírito santo. A paz e o cenário do lugar ainda inspiram sua arte.


Com os hábitos dos sitiantes "Sempre que posso, levanto antes de o dia clarear e vejo o nascer do Sol na varanda, aquecida por uma manta de lã e uma xícara de café", . Para ela, que tinha uma rotina agitada em são paulo, prazeres singelos como este são o verdadeiro luxo. Desde 2005, quando descobriu este sítio cravado na serra rendeu ao estilo da vida no campo. Com a ajuda dos antigos caseiros, ela faz questão de manter no rancho os costumes dos visitantes: José Lúcio cuida da roça e dos bichos e Maria de Lourdes, sua esposa, arruma a casa e prepara queijos e doces para receber a proprietária nos fins de semana acabaram ficando quando comprei o sitio fiquei com os caseiros. "Aqui, a vida acontece com simplicidade e capricho, seguindo receitas bem tradicionais",







Chapéu de palha, camisa xadrez, calça pula brejo,vida simples leva seu João sem frescura ou sofisticação, apenas vivendo cada dia na lida pra não faltar o pão.

Eles precisam de tão pouco, contenta-se com o mínimo, refrigerante quase nunca,frango assado só no domingo.

Uma vez por mês, lá na venda e ele é freguês, paga em mercadoria animais ou grãos, nesse tempo dinheiro não era preocupação..

A moeda é a troca, na roça nada se perde ou se joga fora.

O resto de comida alimenta os porquinhos que mais tarde viram torresminhos, também se vende a carne, a pele e a banha...mais moeda de bar ganha.

Lá não tem televisão, o maior divertimento e tocar a viola, e conta uns causo bão.

Prosear enquanto espera estiar pra modo de começar a terra arar e depois poder plantar.

O Luxo é Lixo não faz falta pra Dona Maria ela prefere do campo a calmaria.

Sua panelas de barro, seu fogão a lenha, a cadeira de balanço, as agulhas e linhas, o mais importante compromisso jogar o milho paras galinhas.

Vai levando a vida que se leva, sem desânimo ou chateação, na roça se acorda cedo e por isso nunca se deita tarde não.

Aliás, é bom economizar a querosene da lamparina, tem que dar até o fim do mês que é quando se sela o cavalo e vai pra venda outra vez.


Quem há de duvidar que na simplicidade também se encontre felicidade.Assim era minha mãe e assim continua meu pai


Pães, frutas e queijos feitos no próprio sítio acompanham o bate-papo regado a vinho até o pôr-do-sol

Como fazer queijo fresco

Maria de Lourdes Santos, cozinheira do sítio há 20 anos, usa 5 litros de leite recém-tirado da vaca para fazer dois queijos médios (350 g,cada um). Misture 1 colher de sobremesa de coalho no leite coado. Deixe-o descansar por duas horas e, então, mexa levemente com uma colher. Trinta minutos depois, retire o soro que subiu à superfície. Em seguida, a mistura deve ser colocada em fôrmas próprias para queijo. Após três horas, transfira a massa para outra fôrma e escorra o excesso de soro, jogue uma pitada de sal e coloque na geladeira. Em 24 horas, o queijo estará pronto.
leite + amor = queijo
Bom, para quem não sabe, fazer queijo requer um monte de detalhes técnicos, precisão de tempo e temperatura, limpeza extrema e muita paciência. Mas decidi nos poupar de tudo isso e colocar aqui somente as principais etapas da produção de um queijo, e um pouco da boa sensação sobre os leites e seus queijos. A começar pelo mamar! Tem alguma coisa mais gostosa?



Mamíferos à parte… para fazer queijo é até simples, pode tentar em casa, mesmo sem a companhia de um adulto, não tem perigos!

A gente aquece o leite e coloca iogurte ou, aqui, butter milch, que é uma coisa maravilhosa aqui da Alemanha, o sabor é como de uma mistura de iogurte com creme de leite fresco. Este produto é o leite que se separa do creme de leite quando o batemos para fazer manteiga. Maravilha ter isso disponível assim, né? É como um creme de leite light, azedinho como iogurte.



Depois de algumas horas temos quase um iogurte. Mantendo a temperatura, colocamos o coalho. Esperando mais algumas horas e leite está coagulado como um flan, e aí podemos cortar.



Depois de cortar, esperaramos novamente um tempo e o soro sobe. Se você quer um queijo mais fresco, pode colocá-lo logo depois nas forminhas e consumir rápido, se quer um queijo mais duro, que pode envelhecer umas semanas, mexe-se para retirar ainda mais soro. É o caso deste da foto. Outra dica para escolher entre queijo mais fresco ou mais duro é o tamanho dos cubinhos cortados: quanto menores, mais soro se retira, mais duro fica o queijo.



Depois colocamos nas formas para escorrer o soro. Depois de 15 minutos, viramos o queijo, depois de meia hora, novamente, e assim vai: uma hora, duas horas, quatro horas, oito horas…. Até que você sente vontade de retirá-lo da forma, seja para curar ou para comer. Olha que maravilha!



O processo acima foi feito com leite de vaca. A etapa do butter milch ou do iogurte pode ser suprimida, passando diretamente para o coalho. Causando uma diferença no queijo que eu ainda não consegui notar, já que nossa experiência foi muito mais sinestésica que termométrica.

Fizemos também bastante queijo com leite de ovelhas e com leite de cabra. Olha que lindas!



O leite de cabra fica bem molinho para cortar e o de ovelha mais parecido com o de vaca, firme.Na foto abaixo, os cubos de leite-flan de ovelha, cortados bem grandes, para obtermos um queijo fresco. E a primeira virada na forma, depois de 15 minutos.



E o queijo de cabra, bem cremoso, na primeira e única virada, antes de virar comida boa! E do lado direito um outro exemplo de queijo de cabra fresco, porém mais firme, que teve cubinhos menores antes de ir para a fôrma, e mais viradas na fôrma.

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